Monday, November 2, 2020

 A difícil arte de amar

 

Enclausurado em seu castelo,

Cercado de muralhas e portas pesadas,

Encontramos aquele que prefere não amar.

Gosta de ser sozinho, não depender e não ter ninguém dependente dele.

Poder fazer as coisas que quer sem ter que compartilhar.

Ter toda a certeza de que ninguém estaria ali do seu lado para tirar o que é seu.

Ter toda a certeza de que não teria ninguém que poderia lhe impor limites.

Ter toda a certeza de que não teria que mudar sua rotina para agradar a alguém.

Ter toda a certeza de que poderia fazer o que quisesse, dentro do seu castelo.

Seu castelo construído por décadas de sacrifícios em afastar as pessoas,

As inconvenientes que insistiam em querer lhe ver,

Tanta insistência e tanta audácia de dizer que lhe amava.

Um dia chegará que não precisará mais dar desculpas para esses inconvenientes.

Um dia chegará que finalmente estará sozinho de vez.

Um dia chegará que não precisará resistir de amar.

Um dia chegará que não terá mais tanto trabalho em não amar.

Um dia chegará que pensará...como é difícil não amar.

Wednesday, December 10, 2014

O sentido da Vida

Ao final de qualquer jornada devemos olhar pra trás e ver se valeu a pena passar pelo que passamos.
Ao final de uma jornada avaliamos se o que fizemos para passar os obstáculos foi lícito, se nossas ações foram verdadeiras, se nossas atitudes foram ativas ou passivas perante as fases desta jornada.
Fomos passageiros ou fomos tripulantes?
Devemos analisar se algumas vezes deveríamos ter reduzido a velocidade para aproveitar melhor o alguns momentos.
Devemos analisar se poderíamos ter mais tempo para as coisas mais importantes como o sorriso, o carinho, a paciência, a tolerância e o amor.

Mas, qual a importância desta análise ao final, já que o nome já diz: "FINAL"?

É importante porque simplesmente não existe final...só recomeço.

E, para um bom recomeço, nada melhor que a experiência vivida, analisada e ponderada para evitarmos novos erros.

O Fim da Tecnologia?! (Pelo menos como a estamos imaginando tê-la)

Participo da introdução da tecnologia na vida das pessoas desde quase o início (não estava na arca de Noé, mas melei o pé na lama). Como trabalhava com tecnologia participei de várias mudanças que afetaram e muito a vida das pessoas, primeiramente nas empresas e depois nas casas.


Nas empresas por onde passei, muitas vezes fiz a substituição do homem pela máquina, confesso que consternadamente. Setores onde trabalhavam dez pessoas, colocava o computador (na época conhecido como "PC") com um sistema e num piscar de olhos, cinco desses trabalhadores eram dispensados. Pelo menos nos dez primeiros anos eu continuei sendo a arma letal das mortes de empregos, inclusive com extinção até de funções que não seriam mais necessárias com o avanço tecnológico.


Ficava pensando, já naquela época, até onde iria essa necessidade de substituir o homem pela máquina. Felizmente as próprias pessoas foram se adaptando à tecnologia e os empregos pararam de acabar (pelo menos diminuiu de intensidade). Eu ficava imaginando como a evolução tecnológica iria avançar e até onde chegaria, como os cientistas fazendo máquinas cada vez mais velozes e com inteligência artificial. Vi o computador ganhar jogos de xadrez, robôs soldando carros com precisão cirúrgica, até operando pacientes.


Os cientistas querendo fazer circuitos orgânicos e melhorando a relação máquina/homem, com máquinas que pensavam. Os filmes, então, cada vez mais futuristas com as máquinas andróides que pensavam, que agiam e, pior, que sentiam. Outro dia me peguei chorando com o filme "O homem bicentenário". Ai foi que finalmente despertei.


Pensei: os robôs, andróides e outras máquinas, não poderiam chegar a tal ponto, pela simples razão de que eles não tinham alma. É a mesma coisa que os cientistas querem com a clonagem: fazer um ser humano a partir de outro, pensando com isso perpetuar a pessoa, tornando-a imortal.


Eles, com essa visão materialista, não sabem que o homem já é imortal. A alma não morre e a clonagem não leva a mesma alma estar em dois lugares ao mesmo tempo, ou seja, o outro ser humano será totalmente diferente do primeiro, na forma de pensar, de agir e de ser.


Por outro lado, tenho uma teoria de que o homem, quando aumentar sua capacidade intelectual, não vai mais precisar tanto da tecnologia e ela vai se tornar o que era para ter sido quando inventada: uma ferramenta. Só e simplesmente uma ferramenta. Uma coisa que utilizamos para agilizarmos os processos, para nos deslocarmos mais rapidamente, para vermos imagens que estão distantes ao vivo.


O homem vai desenvolver tanto a sua mente que não vai precisar utilizar celular para falar com outra pessoa distante, bastaria pensar nela e a mensagem já seria transmitida via pensamento, e ainda com tradução automática de linguagem (esta, aliás, cairia no desuso, pois "falaríamos" pelo cérebro).


Sei que parece loucura, mas creio que será isso que irá acontecer. Você me perguntaria: Quando?


Acho que daqui a uns 1000 anos.


Mas não se desespere: Somos imortais.

Junção Cósmica Organizada (JCO)

Sempre que estou preocupado, tenso, prestes a tomar uma decisão difícil e precisando de conselhos, eu vou ao mar.
Na praia, fico olhando o mar e suas ondas, naquele vai-e-vem quase que regular.
É ao mar que jogo as minhas perguntas e, quase sempre, recebo as respostas. Eu digo quase porque algumas eu não consigo escutar ou não quero escutar, como já aconteceu algumas vezes.
Nessas contemplações ao mar tive várias idéias sobre o mundo, sobre mim mesmo, sobre o universo.
Foi numa dessas indagações e respostas do mar que senti um sopro estranho e que assobiou uma idéia sobre o que está acontecendo com o mundo atual. As guerras sem fim no oriente, os preconceitos raciais, os homens e mulheres bombas islâmicos, achando que encontrarão o paraíso com essa atitude e assassinato. Pensei comigo mesmo que tudo faz parte de um plano maior de Deus, onde tudo está acontecendo para que cheguemos a uma reflexão maior.
Aonde vamos parar? O que acontecerá conosco, com nossas vidas, com nosso país, com o mundo?
Pensei que realmente tudo, mas tudo mesmo, está ligado, apesar de estarem em situações, locais e conjunturas diferentes.
E como cheguei a esta conclusão que chamei de JUNÇÃO CÓSMICA ORGANIZADA (JCO)?
Se isso tudo acontecesse há uns vinte anos atrás, nada disso estaria tão enfático. A organização está no fato da seqüência lógica dos acontecimentos:
Primeiro há o invento das comunicações (rádio, televisão, telefone, celular, Internet, etc), num crescendo em nível de interação e abrangência. Todos os lares, ou ainda quase todos, têm televisão e Internet. Rádio nem se fala; com isso o mundo ficou pequeno. As pessoas estão mais próximas umas das outras, as notícias chegam instantaneamente em todos os lares em questão de segundos, as torres gêmeas caíram e no mesmo instante temos o plantão JN.
Isso nos faz ir ao segundo passo, que é a convivência com as diferenças, nem sempre amigáveis: Islã contra católicos, árabes versus judeus, brancos versus negros, sulistas versus nortistas. Cavando um abismo muito grande entre castas e grupos ideológica, geográfica e economicamente díspares. Isso nos faz pensar que o homem poderia muito bem utilizar as diferenças para fazer um mundo melhor, pois a diferença é que faz a coisa ficar engraçada e encantadora.
Os conflitos nos levam à exaustão, à perplexidade, à intolerância, à insatisfação e ao desespero, e, quando isso ocorre, segundo exemplos cíclicos que já aconteceram na história da Terra, os homens se voltam para Deus.
Deus, que está em todas as religiões e que acalma, pacifica, consola. Deus, o grande organizador do Universo, está somente esperando que estendemos os braços para o alto e imploremos ajuda.
Vocês poderiam estranhar: Mas foi Deus então que tramou tudo isso?!.
Não! Deus não tramou, mas sabia de tudo, antes de tudo começar. Não deixaria que acontecesse o pior: a aniquilação da raça humana, mas é necessário que haja esse sofrimento para que, não os mais fortes, mas os mais humildes, peçam ajuda e Deus, com certeza, os ajudará.
E o que o Cosmo tem a ver com tudo isso?
Isso foi uma pergunta que fiz ao mar e que recebi a seguinte resposta: tudo está ligado na terra, no ar, na água e no Universo. Somos feitos do mesmo material que existe em Júpiter e em toda a Via Láctea. O que acontece numa represa que tem muitas algas, prejudica o ecossistema, que prejudica aquela região, incomodando a outra, que fica sem peixes para o jantar, que não exporta para o outro país, que entra em briga com o país que não mandou os peixes e, por isso, não envia o trigo necessário; o outro tem que cortar mais árvores para ter mais campos de trigo, que torna o ar ruim para todo o planeta, que explode numa guerra nuclear, que afeta os outros planetas que ficam instáveis em suas órbitas, convergindo para o Sol ou saindo para o Universo, virando um planeta errante.
Tudo está ligado e temos que parar de dizer que não importa o que está acontecendo com o vizinho que está passando necessidades, pois isso um dia, com certeza, irá também nos afetar.
A vida segue em frente e não estamos sozinhos na rua, no bairro, no país, no planeta. Somos todos irmãos, filhos de um mesmo Pai, que nos uniu neste planeta para aprendermos a conviver uns com os outros, na mais perfeita harmonia, utilizando os recursos de forma inteligente e aproveitando justamente essas diferenças de culturas, de climas, de recursos minerais e agrícolas, para o benefício de todos.

O Homem da Colina

Aproximei-me da colina,
Sabia que precisava subir.
No cume da colina avistei um home alto,
De porte altivo, sozinho, contemplando o infinito.
Tive receio de lhe atrapalhar com a minha chegada.
Parecia estar em êxtase ou orando.
Cheguei devagar e com respeito,
Pois Ele me impressionava.
Perto Dele, olhei-o de frente e seus olhos fitaram os meus.
Meu corpo se sentiu eletrizado ante aquele olhar.
Quis baixar meus olhos, com vergonha de não merecê-Lo.
Mas Ele segurou a minha face e não deixou que desviasse o olhar.
Não precisei falar nada, pois Ele já sabia de tudo.
Todo meu sofrimento, minha angústia, meus erros, minhas quedas.
Perguntou-me o que queria ali, naquele momento.
Fiquei mudo e não me lembrei de nada que queria.
Apenas chorei e, a cada lágrima derramada,
O peso em minha alma foi diminuindo.
Sabia que Ele poderia me dar o que quisesse,
O emprego que me falta, notícias de meu pai que morreu,
Mais vontade de fazer o bem, sair da inércia do comodismo,
Mas continuei mudo.
Então Ele sorriu e me falou:
“ Qualquer que seja seu sofrimento,
Qualquer que seja sua dor,
Qualquer que seja sua desesperança,
Pensa em Mim e tudo lhe será resolvido,
Pois você é mais importante para mim do que você pensa.
Cada ser deste planeta segue os desígnios de Meu Pai.
Tudo tem uma razão de ser, tenha paciência e fé.
Continua sua jornada que eu estarei sempre do seu lado.”
Dizendo isso, Ele beijou a minha fronte, limpou minhas lágrimas,
E foi sumindo, bem devagar.
Hoje, olho sempre para o céu e bendigo a vida.
Essa vida que quase sempre é dura, mas sempre preciosa para Deus.

R-Evolução (Real Evolução)

Estou cansado de ver tanta separação,
Tanto preconceito, Tanto racismo, Tanto desamor.
Precisamos evoluir moral, ético e culturalmente.
Precisamos fazer a revolução do amor,
Derrubar fronteiras, regimes totalitários, regimes podadores de opinião.
Derrubar idéias preconcebidas e desumanas.
Quebrar os ódios entre povos, entre religiões e entre raças.
Lembrar que estamos todos num mesmo planetinha do sistema solar,
Onde qualquer cometa de 30 a 40 km de extensão pode acabar.
E acabaria com a vida neste planeta, mas não a mente e a alma humanas.
Somos eternos, como disse Jesus, 
Mas nem por isso temos que ficar de braços cruzados.
Esperando o que?
Precisamos fazer a R-Evolução e fazer cair a ficha nos que ainda pensam que são onipotentes,
Renitentes e decadentes é isso o que são.
Precisamos derrubar as barreiras da opressão, do ódio, do “EU, só EU”.
Derrubar a hipocrisia, o materialismo, o consumismo desenfreado, a falta de caridade e compreensão.
Evoluir: essa é a nossa sina.
Mais cedo ou mais tarde, todos perceberão que não haverá mais outro caminho.

Carta à Humanidade

Caros irmãos, viajantes pelo universo, nesta nave espacial chamada Terra. 
Vocês têm, tantas vezes, um pensamento tão pequeno em relação ao Universo, brigando por pedaço de chão, uns contra os outros, de forma tão mesquinha , egoísta e insignificante. Não veem que a nossa Terra não é nada em relação ao Universo inteiro, com suas centenas de galáxias, centenas de milhões de estrelas, e centenas e centenas de milhares de outros mundos iguais ou maiores que o nosso? 
Por que somos tão ignorantes, egoístas, intolerantes e preconceituosos? 
Vivemos em um mesmo pedaço de chão, compartilhado uns aos outros. 
A Terra não nos pertence, ela nos foi emprestada por Deus, para pousarmos por uns tempos e aprendermos com os nossos erros. Estamos aqui temporariamente para evoluir intelectual e, principalmente, moralmente. 
Somos viajores do Universo tendo toda a eternidade para descobrir, estudar, ensinar, progredir e amar. 
Quanto tempo vocês perdem querendo se matar uns aos outros. Não percebem que isso não adianta? Não veem que estamos fazendo isso a milênios e não aprendemos que em todas as guerras não há vencedores, só vencidos? 
Os líderes do mundo fazem as guerras, com as suas prepotências, preconceitos e intolerâncias, mas quem vai realmente lutar na guerra? São os líderes? Não. São as pessoas mais simples que morrem nos campos de batalha, que se explodem como homens ou mulheres bombas, são as crianças que morrem de fome, órfãs de pais e mães levados pela guerra, são os anônimos que nem sabem às vezes por que estão ali. Saíram de seus lares, deixaram seus entes queridos, para lutarem pela “pátria”. E onde estão os líderes? Na frente de batalha? Não. Estão nos seus gabinetes confortáveis ou nos seus bunkers protegidos. Já que eles inventaram de fazer a guerra, não deveriam ser os primeiros a estar na frente de batalha?
Quem precisa de líderes assim?!
Nós, as pessoas simples, poderemos mudar esse destino inglório. 
Em vez da guerra, vamos fomentar a paz entre os povos. 
Em vez da intolerância, vamos cultivar a paciência e respeitar as diferenças. 
Em vez do ódio, vamos praticar o amor e o perdão às ofensas. 
Não se combate fogo com fogo. 
Podemos e conseguiremos mudar o ambiente do nosso mundo, fazendo com que os líderes deixem de ser ignorantes e deixem de gastar tanto dinheiro na fabricação de armas. Se gastássemos metade do que se gasta no mundo hoje em armamento, com a educação gratuita e de boa qualidade, com a agricultura nos campos, com o combate à poluição do ar e das águas, com ajuda humanitária aos países menos desenvolvidos, teríamos um mundo infinitamente melhor, sem fomes, sem guerras, sem preconceitos, sem doenças, com mais qualidade de vida e mais empregos para todos. 
Um mundo onde possamos viver com mais dignidade, respeito, compreensão e alegria. 

Jorge Cruz de Oliveira Junior 
Olinda, 30 de setembro de 2012.